Varredura Sanitária: Anvisa proíbe diversos produtos por riscos à saúde: Veja as marcas
A Anvisa suspendeu a venda de fórmulas Nestlé, molhos Granoro e remédios da RD Saúde. Veja a lista completa e os riscos envolvidos.
A Anvisa intensificou a fiscalização e determinou a retirada de circulação de produtos de diferentes categorias em um intervalo recorde. Quando a Anvisa publica uma resolução desse porte, a comercialização, distribuição e o consumo devem ser interrompidos na hora. O descumprimento pode acarretar multas pesadas e sanções administrativas para as empresas, que são obrigadas a apresentar um plano de recolhimento detalhado.
Conforme detalhado pelo InfoMoney, as proibições recentes não se limitam a pequenos fabricantes; grandes marcas globais e redes de varejo farmacêutico foram afetadas. Os motivos variam desde falhas graves nas boas práticas de fabricação — como a presença de larvas em alimentos — até a ausência de autorização regulatória para a fabricação de medicamentos específicos.
Lista de Produtos Proibidos pela Anvisa (Atualizada)
Abaixo, organizamos os casos mais críticos identificados pela Anvisa nas últimas semanas:
- Fórmulas Infantis (Nestlé): Lotes das linhas Nan, Nestogeno e Alfamino foram suspensos devido ao risco de contaminação por cereulide, uma toxina que causa vômitos e letargia.
- Molho de Tomate (Mastromauro Granoro): O lote LM283 da Passata di Pomodoro foi recolhido após a identificação de pedaços de vidro.
- Medicamentos (Needs e Bwell): A Anvisa proibiu todos os medicamentos dessas marcas (exclusivas da Raia e Drogasil), alegando que a empresa não possui autorização para produção farmacêutica.
- Chá de Camomila (Laví Tea): Um lote específico foi banido após a análise laboratorial encontrar 14 larvas inteiras e mais de 200 fragmentos de insetos.
- Panetones (D’Viez): A comercialização foi suspensa devido à presença de fungos na superfície dos produtos.
Riscos Regulatórios e de Saúde
A decisão da Anvisa em proibir o suplemento Neovite Visão e itens da Ervas Brasil destaca outro problema: o uso de ingredientes não autorizados. No caso do Neovite, a páprica era usada indevidamente como fonte de zeaxantina. Já a Ervas Brasil operava sem licença sanitária ou alvará de funcionamento, o que configura uma irregularidade gravíssima perante as normas da Anvisa.
Especialistas consultados pelo InfoMoney explicam que, para um produto voltar ao mercado após uma proibição da Anvisa, o processo é longo. A empresa precisa reformular o item, realizar novos laudos técnicos e aguardar uma nova publicação no Diário Oficial da União. Até que isso ocorra, qualquer tentativa de venda é considerada crime contra a saúde pública.
O que o consumidor deve fazer agora?
Se você possui algum dos itens citados, a orientação da Anvisa é clara:
- Interrompa o consumo: Não utilize o produto, mesmo que ele pareça estar em boas condições visuais.
- Confira o Lote: No caso de alimentos como o molho de tomate ou o chá, verifique se o número no rótulo coincide com o lote proibido.
- Solicite o Recolhimento: Entre em contato com o SAC do fabricante ou o local da compra para devolução ou troca.
Para verificar a lista completa de lotes e marcas sob investigação, consulte diretamente o portal da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que mantém um banco de dados atualizado sobre irregularidades.
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Conclusão
A sequência de proibições da Anvisa reforça o papel vital da agência na proteção do cidadão brasileiro. Como aponta o InfoMoney, a rigidez regulatória é necessária para garantir que apenas produtos seguros cheguem à mesa e às farmácias. Ficar atento a esses alertas e revisar periodicamente a despensa e o armário de remédios é um hábito essencial de saúde e segurança. A informação correta é a sua melhor defesa contra riscos invisíveis no consumo do dia a dia!




