Fábrica de queijos investe R$ 612 milhões no Paraná e transforma cidade de 9 mil habitantes
A cidade, que possui apenas 9.587 habitantes, foi escolhida pelo Grupo Piracanjuba para receber um investimento de R$ 612 milhões em um dos mais ambiciosos projetos do setor lácteo no Brasil.

A chegada de uma nova fábrica de queijos ao município de São Jorge D’Oeste, no sudoeste do Paraná, promete transformar completamente a realidade econômica da região. A cidade, que possui apenas 9.587 habitantes, foi escolhida pelo Grupo Piracanjuba para receber um investimento de R$ 612 milhões em um dos mais ambiciosos projetos do setor lácteo no Brasil.
A produção de mussarela já começou na nova unidade, que ainda está em fase de conclusão das obras. Quando totalmente finalizada, a planta terá capacidade para produzir 39,4 mil toneladas de queijo por ano, além de 7,9 mil toneladas de manteiga.
A escolha do município se deu pela localização estratégica, que facilita a logística no Sul e Sudeste do Brasil, regiões de alto consumo de derivados do leite.
Capacidade de produção impressiona e deve movimentar o campo
A fábrica de queijos foi planejada para processar até 1,2 milhão de litros de leite por dia, o que vai exigir um forte engajamento de produtores locais e de toda a região.
Segundo o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo:
“A localização estratégica da unidade contribui para ganhos logísticos, otimizando rotas no Sul e Sudeste e aumentando a eficiência operacional. Além disso, a operação movimenta a economia local, gerando empregos e fortalecendo o desenvolvimento regional”.
A primeira etapa da obra compreende uma área de 54 mil metros quadrados e tem previsão de concluir ainda este ano, consolidando a unidade como uma das maiores do país no segmento de queijos.
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Nova fábrica de queijos vai gerar até 300 empregos diretos
Além de impactar diretamente a cadeia do leite, a nova fábrica de queijos deverá gerar aproximadamente 300 empregos diretos, sem contar as oportunidades indiretas em áreas como transporte, agricultura, manutenção e comércio.
Para o Governo do Paraná, este investimento reforça a importância de políticas públicas para a atração de indústrias ao estado. O secretário de Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes, destacou:
“Nós temos uma empresa que começou muito pequena, uma empresa familiar, e que se tornou uma empresa grande que emprega mais de 4 mil pessoas”.
Essa movimentação demonstra como a indústria de alimentos pode transformar pequenas cidades, gerando renda e fixando a população no campo.
Incentivos do Paraná Competitivo tornam projeto viável
A empresa aderiu ao programa Paraná Competitivo, que oferece incentivos fiscais para empresas que implantam ou expandem operações no estado. Entre os principais benefícios estão:
- Parcelamento do ICMS incremental
- Diferimento do imposto sobre energia elétrica e gás
- Possibilidade de transferência de créditos de ICMS
- Facilitação na aquisição de ativos e equipamentos
Esses incentivos ajudam a tornar grandes projetos industriais economicamente viáveis e atraem cada vez mais empresas para o interior do Paraná.

Produção de whey protein e lactose em pó reduzirá importações
Um dos grandes diferenciais dessa fábrica de queijos é o aproveitamento total do soro de leite, subproduto do processo de fabricação. A unidade pretende produzir anualmente:
- 6 mil toneladas de whey protein
- 14,8 mil toneladas de lactose em pó
Hoje, o Brasil importa cerca de 85% do whey protein e da lactose que consome, segundo dados do governo federal. Esses produtos são amplamente utilizados nas indústrias:
- Nutricional e esportiva
- Farmacêutica
- Cosmética
- Alimentícia
A nova planta segue padrões internacionais e integra, no mesmo complexo, a produção do queijo e o aproveitamento do soro, o que reduz custos, elimina desperdícios e aumenta a eficiência industrial.
A fábrica de queijos e o futuro do sudoeste do Paraná
Com tecnologia de ponta, integração industrial e grande capacidade produtiva, a nova fábrica de queijos em São Jorge D’Oeste não é apenas uma indústria, mas um marco para o desenvolvimento regional.
O investimento representa:
- Geração de renda
- Fortalecimento do agronegócio
- Valorização dos produtores de leite
- Crescimento do comércio local
- Redução das importações de insumos
Esse movimento mostra que o interior do Brasil segue se fortalecendo como potência na produção de alimentos.
Fonte das informações: Agência Estadual de Notícias do Paraná (AEN – PR.gov.br)








